Lutar contra a exploração depende de todos nós

O setor aéreo brasileiro tem alcançado índices de crescimento invejáveis em todo o mundo. As empresas, contudo, cada vez mais, tem assediado os trabalhadores aeronautas e aeroviários para que atuem além da carga horária regulamentar, dando conta de uma demanda que deveria ser partilhada, gerando novos postos de trabalho.
Essa lógica do capital, do lucro a qualquer custo, tem significado uma exploração opressiva, gerando riscos à segurança de voo, saúde e segurança no Trabalho.
A falta de reconhecimento do esforço de cada aeroviário e aeronauta, somada ao achatamento dos salários ao longo dos anos é o tema abordado pelos sindicatos cutistas e pela Federação na campanha salarial deste ano. Porque um país que vem assumindo cada vez mais um papel de destaque na conjuntura internacional, por seu crescimento econômico e melhorias nas condições de vida do povo, não pode se furtar desse debate em um de seus setores mais estratégicos que é o transporte aéreo.
Fala-se muito em falta de profissionais, em falta de infraestrutura aeroportuária, mas pouco tem sido feito de fato para dar conta do crescimento do setor e da geração de mão-de-obra especializada.
Hoje, essas são as principais bandeiras dos sindicatos cutistas do setor aéreo e a luta que estas entidades vêm travando junto as empresas e os governos, em defesa do transporte aéreo brasileiro, da autonomia e soberania nacional, e de uma relação de trabalho mais humana e solidária com os trabalhadores da aviação civil. Uma luta que depende de todos nós.
Boa campanha a todos(as)!

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