Infraero: "Esperamos afastar essa cobrança indevida do estacionamento dos aeroportuários", diz Lemos

Sina atuou dentro do Conselho de Administração da Estatal para reverter a medida

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O Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) vem manifestando indignação pela cobrança indevida do estacionamento por parte do trabalhador.

Agora a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) resolveu ser mais incisiva e efetuar mesmo a cobrança pelo uso das vagas pelos trabalhadores.

O presidente do Sina, Francisco Lemos, e o secretário-geral da entidade e representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Infraero, Célio Barros, reagiram à iniciativa. A primeira atitude foi questionar o diretor comercial da Infraero, André Marques. Na sequência, colocaram o assunto em pauta em uma reunião, realizada na semana passada, na Secretaria de Aviação Civil.

Lemos e Barros apontaram que existem muitas credenciais de estacionamento disponibilizadas gratuitamente pela Infraero para trabalhadores que não pertencem ao quadro da empresa, ligados a órgãos públicos como a Polícia Militar, Polícia Civil, Receita Federal, Polícia Federal, Anvisa, entre outros. Porém, denunciaram que há credenciais que são oferecidas a indivíduos “especiais”, como assessores de deputados, juízes de direito, entre outras personalidades consideradas ilustres pela gestão da Infraero.

O Sina também apontou à Infraero que existem diversas decisões judiciais que proíbem a cobrança de estacionamento em hospitais, shopping centers, entre outros tipos de atividade, dos funcionários dessas empresas. E o secretário-geral do Sina, Célio Barros, atuou de forma intensa dentro do Conselho de Administração da Estatal para reverter a medida.

Outra ação do Sina para reverter a cobrança foi denunciar a Infraero ao Ministério Público do Trabalho (MPT), na semana passada. A entidade ainda aguarda um posicionamento do órgão.

Como resultado de todas essas ações, o Sindicato conseguiu uma trégua: um memorando da Infraero, em 22 de setembro, endereçado a cada uma das unidades da Rede, suspendendo por 60 dias o processo de cobrança, que teria início em 1º de outubro, e convocando os superintendentes dos terminais aeroportuários a acharem uma alternativa viável neste prazo.

Célio Barros foi designado pelo Sindicato para construir, nesse período, uma solução para o impasse, já que a Infraero afirma que não existem vagas disponíveis para os veículos dos trabalhadores.

Além disso, o Sindicato deverá, juntamente com o representante da diretoria comercial da Infraero, visitar fisicamente algumas as unidades que a Infraero alega serem as mais críticas para, in loco, avaliar a situação e ouvir os aeroportuários locais.

“O desafio está em andamento e esperamos afastar essa cobrança indevida dos trabalhadores aeroportuários”, destaca Francisco Lemos.