Infraero corta pagamento de adicional de periculosidade dos aeroportuários cedidos ao DPF

    O SINA encaminhou um ofício ao presidente da estatal reivindicando a retomada imediata do pagamento

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    O Sindicato Nacional dos Aeroportuários (SINA) encaminhou, na quinta-feira (26), um ofício ao presidente da Infraero, Gustavo do Vale, e ao diretor de gestão, Mauro Pacheco, reivindicando a retomada imediata do pagamento do adicional de periculosidade aos aeroportuários cedidos ao Departamento de Polícia Federal (DPF) de Guarulhos e Campinas. 

    De acordo com o Sindicato, a Infraero, contrariando o resultado da perícia realizada por profissionais da própria empresa, informou por comunicado a suspensão do pagamento. A empresa alega que houve contestação da polícia federal sobre as atividades executadas. A Infraero diz ainda que fará nova perícia e, se comprovada a periculosidade, pagará o retroativo.

    Ainda segundo o SINA, sem justificativa plausível, a Infraero quer retirar o direito de cerca de 240 trabalhadores que atuam cedidos ao DPF. “Não vamos aceitar a justificativa da empresa, nem que os aeroportuários fiquem sem receber o adicional enquanto é feita nova perícia, e está requerendo a manutenção dos pagamentos aos aeroportuários”, alerta a entidade.

    “Se seguirmos nessa linha, todos os trabalhadores da Infraero que recebem qualquer tipo de adicional estão em risco, porque não se tira um direito do trabalhador, a não ser que esteja absolutamente justificada essa decisão”, afirma o presidente do Sindicato, Francisco Lemos. O assunto deve ser discutido mais uma vez, em reunião, entre o Sindicato e a direção da Infraero.

    “A empresa sabe que, caso necessário, o Sindicato entrará na Justiça em defesa dos trabalhadores, e que isso irá gerar um passivo trabalhista ainda maior para a Infraero, que já não goza de uma situação favorável, devido aos atos equivocados em sua gestão”, completa.

    Com SINA