Guarulhos: Sindigru aprova bandeiras de lutas em defesa da categoria aeroviária

Seminário aconteceu nos dias 29 e 30 de abril no sítio da entidade, em Santa Isabel

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O Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos (Sindigru) realizou um Seminário de Planejamento nos dias 29 e 30 de abril no sítio da entidade, em Santa Isabel, interior paulista. 

Durante a atividade, foram discutidas as principais bandeiras de lutas em prol dos trabalhadores aeroviários no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Entre elas, está a criação de uma comissão interna parlamentar para acompanhar as pautas no Congresso que prejudicam os direitos dos trabalhadores, afetando também os aeroviários, como a terceirização de todas as atividades fins, o aumento do tempo de contribuição para se aposentar, o fim dos direitos trabalhistas, entre outros projetos nefastos que tramitam na Câmara dos Deputados. 

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Planejamento Sindigru 

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Além disso, foi aprovada a participação dos membros da direção do Sindicato nos fóruns que discutem temas relacionados à categoria, como por exemplo, as audiências públicas da Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC) e as reuniões sociais da Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo.  

Os dirigentes também aprovaram uma reivindicação antiga da categoria que é a compra de uma quadra esportiva. Hoje, os associados ao Sindicato usufruem de uma pousada em Bertioga e de um sítio, em Santa Isabel.  

O presidente do Sindigru, Rodrigo Maciel, disse que o Seminário foi muito produtivo e que reuniu todos os diretores eleitos na última eleição sindical, ocorrida em outubro de 2015. “A conjuntura que enfrentaremos pela frente será muito difícil em razão do momento político que o país enfrenta, principalmente, com esse Congresso Nacional que é anti-trabalhador, portanto, temos que estar unidos para resistirmos a qualquer tentativa de retirada de direitos e retrocesso nos programas sociais”, avalia.

Conjuntura política

No segundo e último dia do Seminário, o deputado estadual Alencar Santana (PT) destacou a importância da luta contra o golpe arquitetado por políticos traidores e partidos derrotados  nas eleições presidenciais de 2014 ,que querem rasgar a Constituição e destituir a presidenta Dilma Rousseff, eleita de forma democrática por 54 milhões de brasileiros.  
 “Não existe embasamento legal para um impeachment, pois a presidenta não cometeu nenhum crime de responsabilidade. Em um eventual governo Temer, os trabalhadores serão os principais prejudicados. No seu programa de governo ele defende o fim da  política de valorização do Salário Mínimo, a privatização de bancos e estatais, como a Petrobras e a venda do pré-sal, além do corte em programas sociais”, alerta Alencar.

 

Mercado e terceirização

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Planejamento Sindigru 

O técnico do Dieese na Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil filiada à CUT (FENTAC), sociólogo e assessor econômico, Mahatma Ramos, apresentou um panorama sobre a aviação civil brasileira durante a atividade.  
Entre os pontos tiveram destaque o aumento do número de passageiros no transporte aéreo que passou de 34 milhões, em 2000, para mais de 120 milhões, em 2015, o crescimento da demanda do setor em 30%, mas que para o trabalhador rendeu apenas 1% em ganhos reais nos salários e o fechamento de cerca de 3000 postos de trabalho, nos últimos dois anos.

Mahatma chamou atenção sobre a perda dos postos de trabalho e a terceirização. “Isso é fruto de políticas de gestão das empresas que transferiram para as empresas terceirizadas a gestão do trabalho. A consequência disso é a precarização das relações de trabalho o que dificulta a ação sindical, em razão que essas empresas terceirizadas não respeitam os direitos assegurados nas Convenções Coletivas de Trabalho”, explica Ramos. 
O Seminário também contou com a participação de dirigentes da Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (CUT/SP), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística da CUT (CNTTL) e da FENTAC.

 

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