Táxi Aéreo: Aeroviários e Aeronautas cruzam os braços em Macaé e Campos

Mesmo com a truculência da Polícia Federal e de boicote das empresas, os trabalhadores deram exemplo de luta

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Apesar da tentativa de boicote das empresas de Táxi Aéreo e da ação truculenta da Polícia Federal, a greve dos aeronautas (pilotos e co-pilotos) e aeroviários (que trabalham em solo) anunciada para esta quarta-feira (9) aconteceu nesta manhã nas bases de Macaé e Campos dos Goytacazes, cidades do Estado do Rio de Janeiro.

Segundo os sindicatos das categorias, as empresas como forma de intimidar o movimento abriram um canal secundário, sem fazer a inspeção obrigatória dos tripulantes e aeroviários, fato gravíssimo que colocou em risco a segurança de voo dos passageiros e profissionais.

Mesmo com a intimidação e truculência de agentes da PF, que dificultaram a entrada de dirigentes sindicais no local de trabalho, os aeroviários e aeronautas deram um exemplo de unidade e paralisaram na parte da manhã as suas atividades.

Campanha Salarial

A greve aconteceu em protesto ao descaso das empresas de táxi de aéreo com os profissionais da aviação. Passado um ano da data-base de 1º de dezembro de 2015 e, mesmo após tentativas de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), os aeroviários e aeronautas não receberam nada de reajuste nos seus salários e nenhuma melhoria nos direitos sociais. 

A última proposta de reajuste salarial rejeitada pelas categorias foi de 5% nos salários e 10% nos pisos, índices que ficaram bem abaixo da inflação da data-base de 1º de dezembro de 2015, que fechou em 11%. Essa proposta patronal é sem direito ao retrativo à data-base, outro fator prejudicial aos profissionais.
 
 Os trabalhadores reivindicam 10% de reajuste salarial e nos benefícios econômicos, bem como melhorias nos direitos sociais, que estão há muito tempo defasados.