“Setor aéreo é estratégico na nossa luta pela manutenção dos direitos, que correm risco hoje no Brasil”, diz presidente da CNTTL

Presidente da CNTTL prestigiou a posse da nova Diretoria da FENTAC/CUT eleita na quinta-feira (23), em São Paulo

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O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística da CUT (CNTTL) (foto) prestigiou a posse da nova Diretoria da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil da CUT (FENTAC), que aconteceu na noite de quinta-feira (23), em São Paulo. 

O aeronauta, Sergio Dias, foi reeleito ao cargo de presidente e comandará a entidade até 2020. A Federação reúne os sindicatos aeroviários regionais de Guarulhos, Pernambuco, Campinas, Porto Alegre e os de base  nacional de Aeroviários, Aeronautas e de Aeroportuários, que representam 100 mil trabalhadores na aviação em todo o país.

“Tivemos uma renovação expressiva com a vinda de novos dirigentes e com a participação de mais mulheres na nova Direção. Isso será importante para fortalecer e empoderar a mulher no setor da aviação”, relata Dias.

O presidente da Federação também destaca que essa renovação se fez necessária, em razão do atual quadro político do Brasil. 

“Essa conjuntura vai exigir do movimento sindical um grande esforço em se contrapor às políticas nocivas aos trabalhadores na aviação na América Latina, bem como aos ataques nos direitos no Brasil, que estão expressos nas propostas de reformas trabalhista, previdenciária e no projeto de lei (aprovado na quarta-feira, dia 22 de março, pela maioria dos deputados na Câmara) que liberou a terceirização em todas as atividades da empresa, que é extremamente grave e prejudicial aos direitos dos trabalhadores”, alerta.

Defesa intransigente dos direitos

Em reunião da CNTTL em Brasília, no dia 21 de março, dirigentes dos sindicatos e federações filiadas dos setores portuário rodoviário/condutores, aéreo (aeroviários e aeroportuários), metroviário, viário (agente de trânsito) e portuário de todo Brasil definiram que vão decretar em todos os atos convocados pela CUT e movimentos sociais paralisações parciais contra a retirada e qualquer retrocesso nos direitos da classe trabalhadora.  

“É melhor perder um dia de trabalho, do que a vida inteira. O setor de  transportes será novamente protagonista nessa luta de resistência e enfrentamento aos ataques do governo golpista de Temer e do Congresso Nacional. O setor aéreo é estratégico na nossa luta pela manutenção dos direitos”, frisa o presidente da CNTTL, Paulinho.

Seguindo orientação da Confederação, as paralisações no setor de transportes, considerado essencial de prestação de serviço, respeitarão à Lei de Greve, que assegura esse direito constitucional ao trabalhador.   

Acatando a Lei será garantida a manutenção de no mínimo 30% do atendimento à população.