Um Dia do Trabalhador único em nossa história

Não é permitido se acomodar. Para impedir mais perdas de direitos, somente com a união e mobilização de todos

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Este é um Dia do Trabalhador diferente de todos os outros. Neste 1° de maio, muitos de nós estão afastados de seus locais de trabalho, seja executando o teletrabalho ou em decorrência de licenças remuneradas ou não remuneradas. Além dessas mudanças decorrentes da pandemia do novo coronavírus (COVID-19), a legislação trabalhista tem sofrido um desmanche progressivo nos últimos anos, e o que restou dessas leis continua sofrendo a intervenção de novas Medidas Provisórias (MPs).

Publicada no último 1° de abril, exatamente um mês atrás, a MP 936/2020 trouxe o Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm), um tipo de auxílio emergencial para trabalhadores com contratos de trabalho suspensos ou que estejam recebendo apenas frações do que recebiam antes. As entidades sindicais, centrais de todo o país, encaminharam pedidos para o Congresso Nacional para que essa reposição salarial através desse benefício seja de 100%, ao contrário dos 70% hoje previstos, além também de pedir a garantia de participação dos sindicatos em todas negociações entre empresas e trabalhadores nesse período de calamidade pública.

É muito positivo que o Governo Federal despache um auxílio financeiro para os trabalhadores, porém, o que preocupa o Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre é a manutenção dos postos de trabalho.

Seja por demissão imediata ou após meses de salários reduzidos, postos de trabalho na aviação e em setores mais afetados pela pandemia estão em sério risco. O Sindicato considera que além de um auxílio para este momento, urge a necessidade de um planejamento do Governo Federal para que sejam mantidos esses milhares de empregos que estão sob sério risco. “A aviação está profundamente afetada pela pandemia, mas uma coisa é certa, assim que a situação melhorar, as pessoas voltarão a voar, disso não temos dúvida”, afirma a diretoria da entidade.

O Sindicato acredita que, passado esse período de extrema dificuldade, será absolutamente necessária a união dos trabalhadores para que haja uma retomada do patamar de direitos que tínhamos antes. “Não podemos nos acomodar nessa situação de perda frequente de direitos e contamos com a união e mobilização da categoria para isso”, afirmam os diretores sindicais.

A entidade também deseja que nessa data no próximo ano possamos estar em um cenário muito mais animador tanto com relação ao coronavírus quanto em relação a direitos trabalhistas. “Nós iremos atravessar esse período e sairemos dele com algumas cicatrizes, mas sairemos também mais fortes”, pontua a entidade.

CUT promoverá lives e panelaço pela saída de Bolsonaro

Tanto CUT-RS quando a CUT nacional promoverão atividades nesse Dia do Trabalhador. Segundo informações da CUT gaúcha, uma live através da Rede Soberania e compartilhada nos canais da entidade acontecerá das 9h30 às 11h30 e contará com a participação do senador Paulo Paim e também do ex-governador do Estado Olívio Dutra.

Além de diversas atividades espalhadas pelos Estados brasileiros, a iniciativa de um panelaço nacional está sendo promovida pela CUT nacional sob o mote de Fora Bolsonaro, pela saída do político da presidência.

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