Número de passageiros em 2014 é o maior da história da aviação brasileira

Segundo anuário da ANAC, 117 milhões de pessoas foram transportadas durante ano

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Em 2014, 117 milhões de passageiros foram transportados, sendo quase 96 milhões de passageiros em voos domésticos e 21,3 milhões em voos internacionais. Com este resultado, o setor aéreo registrou um acréscimo de mais de 68 milhões de passageiros nos últimos dez anos. É o que aponta o anuário da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) divulgado no dia 31 de dezembro.

Segundo a publicação, a quantidade de passageiros pagos transportados no modal aéreo para cada 100 habitantes no Brasil mais do que dobrou em dez anos, passando de 26,8 em 2005 para 58,7 em 2014.

Ainda de acordo com o anuário, a demanda doméstica apresentou alta de 5,8% em 2014 na comparação com o mesmo período de 2013 e atingiu o seu maior nível nos últimos dez anos. Entre os anos de 2005 e 2014, em termos de passageiros-quilômetros pagos transportados (RPK), a demanda mais que duplicou neste período, com alta de 162,5% e crescimento médio de 11,3% ao ano. O número representou mais de três vezes o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e mais de 12 vezes o da população.

Principal meio de transporte                                                            

Desde 2010, o avião tem sido o principal meio de transporte utilizado pelos passageiros nas viagens interestaduais com distâncias superiores a 75 km, em comparativo realizado com o modal rodoviário. Há dez anos, a participação do transporte aéreo neste mercado era de 34,8%, contra 65,2% do rodoviário.

Em 2014, o modal aéreo manteve a sua liderança no transporte interestadual de passageiros sobre o modal rodoviário, com 63% versus 37%. Em relação ao ano anterior, o modal aéreo ampliou a sua participação frente o rodoviário em 3,6%.

Câmbio

 O câmbio é considerado um vilão pelas empresas. No entanto, a indústria da aviação foi um dos setores mais beneficiados pela manutenção da valorização do real nos últimos anos, decorrente do gasto de recursos públicos pelo Banco Central. Um estudo divulgado pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) revela que as empresas tiveram uma redução nos custos de 28%.

“As empresas de aviação, desde 2014, se beneficiam da redução mundial do preço do barril de petróleo, que impacta diretamente os custos com QAV (combustível). No entanto, a partir da desvalorização cambial do real, as empresas decidiram penalizar os trabalhadores com demissões e redução salarial.”, atesta o técnico do Dieese da FENTAC, Mahatma Ramos.

Para o presidente da FENTAC, Sergio Dias, diante dos avanços comprovados no setor, os trabalhadores não devem ser penalizados por conta da gestão financeira das empresas. “Não aceitaremos perdas salariais e tampouco demissões”, finaliza.