LATAM/ITF: Aeroviários e Aeronautas de sete países aprovam moção em defesa da democracria no Brasil

Documento foi aprovado em Encontro realizado nos dias 17 e 18, em Assunção, no Paraguai

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Sindicatos dos aeroviários do Brasil, Paraguai, Chile, Argentina, Peru, Colômbia e Equador aprovaram em Encontro da Rede Sindical LATAM (Fusão da chilena LAN com a brasileira TAM) uma moção de repúdio ao momento que o Brasil vive. 

A atividade foi promovida pela Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF), nos dias 17 e 18, em Assunção, no Paraguai. Cerca de 51 mil profissionais da aviação trabalham na LATAM nestes países.  A moção é assinada por sete países da América do Sul e reforça o “apoio ao governo eleito democraticamente no Brasil e a toda região”.

Segundo o texto, os sindicatos de trabalhadores manifestam preocupação com o processo iniciado por parlamentares brasileiros, que contaram com o apoio jurídico e político, para afastar do poder a presidenta Dilma Rousseff, criando um insuportável clima de desestabilização no país.

“Este processo contou também com o apoio de uma campanha midiática sustentada por difamações, mentiras e desinformações que manipularam a opinião pública, dissipando o ódio nos cidadãos”, destaca o documento.

Golpe antidemocrático

A moção dos trabalhadores da LATAM/ITF alerta que sobre o argumento da "luta por justiça e contra a corrupção", não confirmados contra a presidenta Dilma, o governo interino teve a intenção de derrotar um governo eleito por 54 milhões de brasileiros e brasileiras, uma clara demonstração de  golpe antidemocrático.

“É evidente que não suportaram a consolidação de um processo de inclusão com justiça social, considerado o mais importante da história do Brasil”, alertam.  Os dirigentes brasileiros e latino-americanos rechaçaram os episódios de perseguição e de ataques aos direitos dos trabalhadores, destacando que isso pode desencadear nos países vizinhos.   “Rechaçamos as políticas neoliberais de ajuste e de austeridade entre outras, que só ampliam as desigualdades e condenam a população à pobreza”.

Unidade Latino-americana

Eles disseram que essas políticas neoliberais têm atingido o setor aéreo, com o fim de dezenas de linhas aéreas e de milhares de postos de trabalho. “Defendemos a necessidade de se aprofundar as transformações econômicas e políticas, que garantam alcançar a justiça social, a igualdade, o desenvolvimento sustentável da aviação e das economias regionais da América do Sul”.

A moção dos trabalhadores na LATAM termina frisando que é fundamental que neste momento as entidades sindicais e sociais redobrem os esforços pela unidade latino-americana.

Principais lutas

Também no Encontro foram debatidas estratégias de lutas unificadas para combater a precarização do trabalho na aviação no Brasil e nos países da América do Sul. O Portal FENTAC publicará esses principais encaminhamentos. Cerca de 51 mil profissionais da aviação trabalham na LATAM no Brasil, Paraguai, Chile, Argentina, Peru, Colômbia e Equador.