Aeronautas entregam à Anac proposta de gerenciamento do risco de fadiga

A Agência será responsável por regulamentar este tema de forma complementar à nova Lei da categoria

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Os aeronautas entregaram à gerência de fatores humanos Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC)  uma proposta de texto para Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) que vai dispor sobre o gerenciamento do risco de fadiga na aviação. A reunião aconteceu no dia 18 de dezembro.

Segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), a ANAC será responsável por regulamentar este tema de forma complementar à nova Lei do Aeronauta.

O relatório entregue pelos aeronautas foi feito com base em estudos técnicos e científicos abrangentes, em parceria com um instituto norte-americano. O texto traz a definição de um programa de gerenciamento do risco de fadiga, com as premissas técnicas e científicas que as empresas terão que apresentar para a Anac a fim de obter aprovação.

Além disso, a proposta apresenta um sistema de gerenciamento de fadiga, em que, na visão dos aeronautas, conforme as normas da Icao, há a necessidade de um acordo entre sindicato e empresas —e ainda um balizamento de segurança de voo feito pela Anac.

Entre outras coisas, a proposta para o RBAC traz flexibilizações, como tabelas de jornada de trabalho para tripulações simples, compostas e de revezamento, além da novidade da categoria de repousos nos aviões. Conforme a categoria, a jornada poderia ser maior ou menor.

O documento também trata da questão das monofolgas, das madrugas seguidas em voo e das sequências de “early start”, tudo balizado cientificamente e demonstrando quanto a fadiga afeta os aeronautas em cada um dos eventos, apontando a necessidade de tempo para adequado para repouso.

O gerenciamento do risco de fadiga é um dos temas mais discutidos na aviação hoje no mundo inteiro e o grande desafio é encontrar o equilíbrio entre a produtividade e a segurança de voo.