CNTTL/CUT debate propostas em defesa dos direitos dos trabalhadores em transportes

    Combate às terceirizações, às concessões dos aeroportos públicos e a busca de uma solução definitiva para o Aerus foram algumas lutas da aviação

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    O ramo dos transportes apresentou propostas no 12º Congresso Nacional da CUT, que terminou no dia 16 no Centro de Convenções no Anhembi, em São Paulo, para melhorar a qualidade de vida e defender os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.

    As reivindicações farão parte das Resoluções do Plano Nacional de Lutas da CUT e foram debatidas em reunião do ramo, organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística da CUT (CNTTL) que reuniu 54 dirigentes dos setores aéreo (aeroportuário e aeroviário), rodoviário, viário (agente de trânsito), metroviário e portuário das regiões sudeste, nordeste e sul do País. A FENTAC/CUT é filiada à Confederação.

    Algumas propostas são o fim da dupla função no transporte público coletivo, quando o motorista exerce também a função de cobrador dentro do ônibus, bem como os combates à violência nos ônibus, às terceirizações no transporte aéreo e às concessões anunciadas pelo governo federal de portos, ferrovias e aeroportos para a iniciativa privada, sem nenhuma contrapartida social, como manutenção de empregos e direitos, e sem consultar os sindicatos dos trabalhadores.

    Contra a desmonte dos aeroportos públicos

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    Samuel Santos, diretor do Sina em Guarulhos, e Francisco Barros, diretor do Sina em Brasília e da CUT/DF – crédito: Beatriz Chaves/Mídia Consulte

    As concessões de aeroportos públicos para iniciativa privada— já foram anunciadas pelo governo federal Porto Alegre, Salvador, Fortaleza e Florianópolis — são vistas com preocupação pelos trabalhadores do setor da aviação.  Previstas para 2016 preveem uma redução da participação no capital desses aeroportos da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

    O diretor do Sindicato Nacional dos Aeroportuários, (Sina/CUT) Samuel  Santos, criticou a política do governo Dilma, chamando de ‘destruidora’. “Nossos aeroportos são importantes para desenvolvimento econômico e social do Brasil. Somos contra as concessões e o desmonte das empresas públicas”, ressalta.

    O diretor do Sina, em Brasília e diretor da CUT/DF, Francisco Barros, acrescentou que é fundamental defender o fortalecimento das estatais. “Não é só a Petrobras que está ameaçada, mas os aeroportos públicos também. Concordo com a valorização dos serviços, mas é essencial valorizar os trabalhadores”, relata.

    Aerus

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    Celso Klafke, diretor do Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre – crédito: Beatriz Chaves/Mídia Consulte

    A regularização das pensões do Aerus (Fundo de pensão dos ex-trabalhadores das extintas empresas Varig, Transbrasil, entre outras) foi lembrada pelo diretor do Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre, Celso Klafke, que defendeu que a CNTTL e a CUT pressionem o governo federal a fazer um acordo para buscar uma solução definitiva. Os aposentados estão na luta pelo recebimento integral de suas aposentadorias há mais de dez anos.

     

    Direção Nacional da CUT
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    José Renato Inácio de Rosa, diretor da Federação Nacional dos Portuários, e Mara Meiyre, Secretária da Mulher da CNTTL – crédito: Beatriz Chaves/Mídia Consulte

    No 12º CONCUT, foi eleita a nova Direção da CUT Nacional  por unanimidade pelos mais de dois mil delegados e delegados de 20 ramos filiados à Central do campo e da cidade na sexta-feira (16). O Congresso, que começou no dia 13, foi realizado no Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo.

    O bancário de São Paulo, Vagner Freitas, foi reeleito presidente da CUT e comandará a maior central sindical da América Latina e a quinta maior do mundo até 2019.

    Uma novidade nesta gestão é que pela primeira vez em sua história, a CUT terá igual número de mulheres e homens em sua direção. É a única central sindical no mundo a adotar tal política. O ramo dos transportes ampliou participação na Direção da CUT.

    Farão parte pela direção da CNTTL/CUT: Eduardo Lírio Guerra, portuário do Espírito Santo, que está na Executiva da CUT na Secretaria de Organização, o rodoviário da Bahia, Manoel Machado (Direção Plena) e a aeroportuária de Uberlândia, Mara Meiry Tavares de Jesus Amaro (foto- Direção Plena).