"Hoje o Sindigru é reconhecido pelo seu trabalho e sua luta no Brasil e no mundo", afirma Orisson Mello

Presidente faz um balanço de sete anos do seu mandato

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À frente do Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos (Sindigru/CUT) há sete anos, o trabalhador na TAM, Orisson de Souza Melo, é uma liderança na aviação e no movimento sindical cutista que se formou no chão do aeroporto, do lado dos trabalhadores, sempre atuou com compromisso e seriedade com a categoria aeroviária guarulhense. Este grande companheiro se despedirá em novembro da presidência do Sindigru, mas continuará contribuindo com a nova Direção do Sindicato, que foi eleita pela maioria dos trabalhadores nos dias 23 e 24 de setembro.

Em entrevista ao site do Sindigru/CUTOrisson faz um balanço do mandato de sete anos, detalha as principais conquistas para a categoria aeroviária e destaca que "a missão ainda não está cumprida, ainda há muito o que alcançar em defesa dos trabalhadores de Guarulhos”. Confira a seguir:

 

Quais foram os desafios ao assumir a presidência do sindicato?

Orisson: Durante o mandato de sete anos, construímos uma participação efetiva com os movimentos sociais, sindical e político da cidade. Enfrentamos as críticas e conquistamos nosso espaço com resultados visíveis. Encontrei uma situação difícil, tanto na questão financeira como na questão patrimonial e foi necessária uma ação de emergência para conseguir pagar as dívidas pendentes e os salários dos funcionários.

Enfrentamos esse momento e resolvemos. Toda a diretoria se uniu e partimos para aumentar o número de associados, única alternativa de arrecadação naquele momento e foi um sucesso: praticamente dobramos o número sócios e isso nos deu fôlego para tocar as demandas dos trabalhadores.
 

Foram muitas as conquistas para a categoria. Quais são elas?

Orisson: Nosso sindicato fez os melhores acordos de periculosidade do País tanto para os trabalhadores na TAM como para os trabalhadores na GOL, melhorando a condição de vida de muitos companheiros com a incorporação dos 30% nos salários. E continuamos a mover os processos judiciais para várias funções que ainda não tiveram o direito reconhecido pelas empresas. Somente em Guarulhos nestes sete anos contabilizamos dezenas de manifestações no aeroporto e greves nas empresas que desrespeitavam os direitos dos trabalhadores. Juntamente com os sindicatos de aeronautas e aeroviários avançamos em vários itens sociais de nossa Convenção Coletiva de Trabalho, como por exemplos: a licença maternidade de quatro para seis meses, o aumento e o fim das faixas salariais para cesta básica.
 

E na área social?

Orisson: Conseguimos reformar nossa sede e construímos mais um andar e um auditório, que serve para reuniões e cursos de formação para a diretoria e trabalhadores em geral. Investimos na ampliação de áreas de lazer, reformamos o sítio em Santa Isabel, adquirimos uma nova pousada em Bertioga e outra em Praia Grande e iniciamos recentemente a construção de mais uma pousada na cidade de Praia Grande. E ainda adquirimos uma sala comercial no centro de Guarulhos e mais duas salas próximas ao aeroporto de Congonhas, que estão alugadas e gerando receita para a luta em defesa da categoria. Todos esses bens pertencem única e exclusivamente aos trabalhadores aeroviários de Guarulhos e hoje temos orgulho em dizer que o Sindigru é uma das instituições sindicais que mais tem patrimônio neste País.
 

O que foi desenvolvido na área da saúde?

Orisson: O Sindicato realizou várias atividades na área da saúde do trabalhador e fez campanha de prevenção à pressão alta e diabetes, que realizou mais de dois mil exames gratuitos em apenas um dia. Realizamos campanhas de conscientização e prevenção do câncer de próstata e câncer de mama.
 

Qual é o sentimento, a missão foi cumprida?

Orisson: Muito orgulho! Hoje o Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos é reconhecido pelo seu trabalho e sua luta tanto no Brasil como no exterior. Isso não quer dizer que a missão já está cumprida, muito longe disso! Ainda temos muito o que alcançar e o eixo principal para o novo mandato da nossa diretoria será a luta contra a terceirização que retira direitos e precariza a mão de obra.