Campanha Salarial 2018: Empresas aéreas não apresentam contraproposta das pautas dos aeroviários e aeronautas

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As negociações da Campanha Salarial 2018 dos aeroviários e aeronautas da base da FENTAC/CUT ainda continuam sem uma definição por parte das empresas aéreas.

Essa foi a avaliação das lideranças dos sindicatos que realizaram na quarta-feira (7) a terceira rodada de negociação com o SNEA (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias), que representa todas as empresas aéreas, inclusive a LATAM, GOL, Avianca e Azul. O encontro aconteceu no Hotel Mercure, na capital paulista. 
 

Os presidentes do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Ondino Dutra, e do Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos e diretor da FENTAC, Rodrigo Maciel, manifestaram preocupação sobre a postura do SNEA nas rodadas.

“As empresas responderam em parte e não na totalidade sobre as 35 cláusulas que propusemos melhorias e avanços. Notamos que elas enxergam essas pautas como custos, mas na verdade são questões de direito e tem a finalidade de melhorar a qualidade vida e saúde dos trabalhadores”, conta Maciel.

Na rodada desta quarta-feira, os aeroviários destacaram alguns pontos que as empresas aéreas precisam avançar tais como: a folga agrupada, a reivindicação é que seja mensal, e a garantia do  direito ao auxílio creche para o pai aeroviário – hoje apenas as aeroviárias têm esse benefício.

Outra reivindicação importante é que as empresas forneçam como item do uniforme um auxílio maquiagem para as aeroviárias, que hoje gastam em média cerca de 10% do salário para manter o padrão exigido pelas companhias.

Confira as principais reivindicações dos aeroviários e aeronautas
 

Alerta e Assembleia dos aeronautas 
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Rodada de negociação SNEA, FENTAC e Aeronautas – foto: Mídia Consulte

Em relação aos aeronautas, o comandante Dutra frisou que espera que até a próxima negociação, as empresas se posicionem formalmente sobre os itens da pauta de reivindicações dos tripulantes.

O dirigente cobrou um posicionamento do SNEA sobre o  Termo de Garantia de Data-Base, que foi entregue pela bancada dos trabalhadores na última rodada (31 de outubro).

O documento diz que caso a negociação entre as partes não seja encerrada no dia 30 de novembro, último dia da data-base, as empresas aéreas garantam todos os diretos assegurados nas Convenções Coletivas de Trabalho. A nova Lei Trabalhista (13.467/2017) acabou com o princípio da ultratividade, que determinava que uma Convenção continuasse valendo até a assinatura da próxima.

O SNEA respondeu que a “ultratividade não existe mais” e que agora os sindicatos têm que se adequar à nova realidade. 

“Desde a primeira reunião temos pactuado a garantia da ultratividade.  É importante que os tripulantes fiquem cientes que caso isso ocorra, limites/regras previstas na Convenção perdem sua eficácia do ponto de vista jurídico. Exemplo é a flexibilidade do limite da jornada semanal de 44 horas, entre outros”, explica Dutra. 

 

Próxima rodada: 22 de novembro

A rodada do dia 13/11 foi desmarcada pelas empresas aéreas, que alegaram não ter contraproposta para os trabalhadores. A quarta negociação com o SNEA acontece nesta quinta-feira (22), no Hotel Meliá Ibirapuera, em São Paulo.

O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) informou que realizará nesta quinta-feira (22), uma assembleia com a categoria para esclarecer os desdobramentos das negociações até o momento. 

Assista ao vídeo do Maciel

Assista ao vídeo do comandante Dutra: