Táxi Aéreo: Aeroviários também reprovam proposta do TST

O Sindicato vai levar o resultado das assembleias ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) e entrar com dissídio de natureza jurídica contra as empresas

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Os aeroviários do setor de táxi aéreo rejeitaram a última proposta de atualização da CCT Convenção Coletiva do Trabalho (CCT) apresentada pelo Sindicato Nacional das Empresas de Táxi Aéreo (SNETA), durante assembleias realizadas pelo Sindicato Nacional dos Aeroviários em suas bases, nos dias 13 e 14 de agosto. A proposta também foi recusada pelos aeronautas. 

O SNA vai levar o resultado das assembleias ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) e entrar com dissídio de natureza jurídica contra as empresas de táxi aéreo. A direção da entidade entende que a categoria tem o direito de receber o INPC (Índice Nacional do Preço do Consumidor) integral, que corresponde a reajuste salarial de 6,33%, e que a data base de 1 de dezembro deve ser respeitada. Ou seja, fechado acordo, o valor pago deve retroagir a esse período.

Entenda a proposta

Durante audiência realizada no TST, no dia 30 de julho, as companhias ofereceram reajuste salarial de 3,17%, que representa metade do INPC, e INPC integral apenas para demais cláusulas econômicas como vale alimentação, vale refeição, pisos, diária e seguro de vida. Além disso, as empresas se negam a pagar o retroativo, datado de 1º de dezembro. O reajuste seria válido apenas a partir de 1º  de julho.

Para compensar, elas oferecem abono de R$ 720, pago em duas parcelas. A primeira em setembro e a segunda em novembro. As empresas também ofereceram uma proposta alternativa, em que seria acordado 2,17% de reajuste nos salários, também sem o pagamento do retroativo, mais 20% no vale refeição.

Com SNA