Táxi Aéreo: Negociação entre FENTAC e SNETA termina em impasse

Bancada patronal manteve a proposta de apenas 2% reajuste e nenhum benefício

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A negociação da Campanha Salarial dos aeronautas e aeroviários do Táxi Aéreo entre a FENTAC e o Sindicato Nacional das Empresas de Táxi Aéreo (SNETA) terminou em impasse. O encontro aconteceu nesta segunda-feira (21), na sede do Sindicato patronal, no Rio de Janeiro.

Na ocasião, o SNETA manteve a proposta apresentada na última negociação, no dia 11 de dezembro, que consiste em 2% de reposição para aeroviários que ganham até dois salários mínimos (R$ 1.576) e 2% para aeronautas que ganham até R$ 5 mil. Os trabalhadores que recebem acima desses valores, não teriam a reajuste. 

A alegação da bancada patronal é que a Petrobras, um dos principais clientes das empresas aéreas, anunciou o possível cancelamento dos contratos até o ano de 2020.

O presidente da FENTAC, Sergio Dias, disse que a bancada patronal ficou estarrecida com o anúncio da estatal. “Por conta desta possibilidade de cancelamento de todos os contratos da frota de helicópteros, com redução veículos de pequeno e grande porte, o Sindicato patronal não estava no clima para negociar”, frisa Dias.

A FENTAC e os Sindicatos filiados irão realizar em janeiro assembleias unificadas com  aeronautas e aeroviários do táxi aéreo para avaliar a Campanha Salarial e tentar sair deste impasse.

Próxima rodada

A próxima rodada entre a FENTAC e o SNETA foi agendada para o dia 12 de janeiro, terça-feira, na sede do Sindicato patronal, no Rio de Janeiro.