Táxi Aéreo: Proposta patronal rejeitada na mesa

Em segunda rodada de negociação, bancada patronal ignorou a Pauta de Reivindicações enviada e apresentaram proposta que, sequer, repõe a inflação

376

Realizada no dia 30/10, no SNETA – Sindicato Nacional das Empresas de Táxi Aéreo, no Rio de Janeiro, a segunda rodada de negociação da Campanha Salarial de Táxi Aéreo foi marcada pela obscena proposta patronal, que, sequer, repõe a inflação do período.

REJEITADA

A bancada dos trabalhadores não teve outra escolha a não ser barrar na mesa mesmo, a proposta patronal, como frisou o presidente do SNA, Luiz Pará: “A proposta não serve nem para mobilizar a gente aqui, quanto mais nossa categoria. Há funções que beiram o salário mínimo, com esse reajuste, teremos companheiros que talvez não alcance o salário mínimo previsto para o ano que vem.”

O presidente do SINDIGRU, Rodrigo Maciel, também teceu críticas à bancada patronal: “É vergonhoso que uma empresa queiram reajustar os salários com índices abaixo da inflação. Querer imputar aos trabalhadores pelos erros de sua gestão ou crise política nacional. Diuturnamente, cumprimos com os nossos afazeres, agora é a hora deles reconhecerem.”

 

PRÓXIMA RODADA

A 3ª rodada de negociação acontecerá no dia 13 de novembro, também no Rio de Janeiro, no SNA. Os empresários sabem que os nossos trabalhadores do setor precisam de uma qualificação específica, de estudos e atenção permanente e achatar o salários desses companheiros não fará o sistema de Táxi Aéreo melhorar.

Esperamos, na próxima reunião, mais respeito e, pelo menos,  coerência no que será proposto aos trabalhadores. Nossa pauta de reivindicações foi construída com muito pé no chão e calcada em dados reais.