Sina realiza palestra para a conscientização sobre a violência contra a mulher

Somente as leis não são suficientes para o combate ao ciclo da violência contra a mulher. É imprescindível o apoio da empresa já que para ela, na maioria das vezes, este é o único ambiente em que ela se sente segura

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No dia 19 de feveriero, em parceria com a GRU Airport, o SINA – Sindicato Nacional dos Aeroportuários, realizou uma importante dinâmica de conscientização para tratar o tema da violência contra a mulher.

A dinâmica, realizada pela advogada Neiva Flávia de Oliveira, docente na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Uberlândia, falou sobre o ciclo de violência contra a mulher, que afeta toda sua vida, social e econômica.

“A mulher tem duas relações: a de casa e a do trabalho. Se a da casa é insegura, vai ser no trabalho que ela vai precisar de ajuda”, explicou Flávia.

“Somente as leis não são suficientes para o combate ao ciclo da violência contra a mulher. É imprescindível o apoio da empresa já que para ela, na maioria das vezes, este é o único ambiente em que ela se sente segura e de onde ela pode conseguir reunir forças, informações e elementos necessários para sair da situação de violência. A empresa pode ser considerada o elo mais importante na rede de combate a violência doméstica”, completou a advogada e professora.

A advogada Adriana Ribeiro, colaboradora do projeto, falou sobre a importância da preparação da empresa para a situação de violência. “Voltar para casa, para a vítima de violência, é o momento mais difícil do dia, então é na empresa que ela deve se sentir segura, acolhida e obter o entendimento suficiente para romper este ciclo”, afirma.

A diretora de formação do Sina, Mara Amaro e a dirigente Vera Leite falaram sobre a importância da parceria entre empresa e sindicato. “Entendemos que a empresa dá força à funcionária, fazendo ela se sentir importante, fazendo com que ela saia da situação em que está”, comentou Vera. Para Mara, o local de trabalho atua como principal mediador, num primeiro momento, para a mulher: “Se a empresa souber tratar o problema, realizar o acolhimento e o encaminhamento desta mulher às redes, será o ponto inicial para que ela saia da situação de violência”.

A iniciativa é pioneira no movimento sindical e a parceria entre sindicato e empresa, uma vez que é no ambiente profissional que a mulher, em situação de vulnerabilidade, aumenta a possibilidade de acolhimento, apoio e segurança.