22 de janeiro de 2015: O dia em que aeronautas e aeroviários pararam o Brasil

FENTAC/CUT parabeniza todos esses profissionais que aderiram à luta em prol de melhores condições de trabalho e salário na Campanha Salarial 2014/2015

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A paralisação nacional do dia 22 de janeiro de 2015, organizada pela FENTAC/CUT e pelos sindicatos filiados dos aeroviários de Guarulhos, Porto Alegre, Recife, Campinas e das bases do Sindicato Nacional dos Aeroviários e Aeronautas,  é um capítulo inesquecível. Foi o dia em que os aeroviários e aeronautas pararam os aeroportos de todo o Brasil. A greve foi realizada das 6h às 7h e contou com massiva participação das categorias.

A unidade na luta, destacando a adesão dos comissários, pilotos e comandantes, foi fundamental para avançar na Campanha Salarial 2014/2015 na construção de uma proposta de reajuste salarial com ganho real nos salários e reajustes nos vales-refeição, alimentação e nas diárias dos aeronautas, bem como determinou a formação de Comissões paritárias, propostas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST),que analisaram importantes reivindicações das categorias.

Unidade
Esse sentimento de união que marcou a paralisação nacional em 2015 deve continuar neste ano. “A FENTAC/CUT e os sindicatos filiados continuarão firmes na  luta por aumentos reais maiores nos salários e por melhorias nas condições de trabalho. Juntos somos fortes”, destaca nota da Federação.

Conquistas

Se hoje os trabalhadores na aviação da base da CUT têm direitos importantes, como cesta básica, ampliação da licença-maternidade, folgas agrupadas, adicional noturno, garantia de creche à aeroviária, passe livre, carga horária de seis horas, entre outras conquistas, foi graças à pressão dos sindicatos dos aeroviários de Guarulhos, Recife, Campinas, Porto Alegre, ao Sindicato Nacional dos Aeroviários e ao Sindicato Nacional dos Aeronautas que organizaram protestos e paralisações nas décadas de 1980 e até hoje, que mostraram às empresas que os profissionais da aviação devem ser respeitados e valorizados, pelo trabalho que desempenham debaixo de chuva, sol e em escalas de trabalho, muitas vezes, desumanas.