#LutoPelaInfraero Aeroportuários protestam em todo país contra privatização da estatal pública

Os atos em defesa da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) se espalharam em vários aeroportos do País nesta terça-feira (20)

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O movimento  #LutopelaInfraero contra a privatização, organizado pelo Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), filiado à FENTAC, ganhou adesão nos  aeroportos de Belém, Joinville, Campo Grande, Recife e Brasília,  Rio de Janeiro (Santos Dumont ), Rio Branco no Acre, Carajás entre outras localidades.
 
Ao som de apitos e muitos cartazes com frases “#CPInas Concessões e “LavaJatoNeles”, centenas de aeroportuários  protestaram contra a intenção do governo Temer em privatizar a Infraero, que é considerada uma das três maiores operadoras aeroportuárias do mundo.

Dirigentes do Sina distribuíram para passageiros e pedestres o documento “Carta aos Brasileiros”.

No documento, o Sindicato alerta que os aeroportos concedidos pelo governo à iniciativa privada têm sido maquiados com muito “granito”, e sua eficiência foi reduzida operacionalmente, em comparação aos administrados pela Infraero, que hoje são 60 aeroportos no Brasil.

"Li uma matéria veiculada, no dia 18, que a GRU Airport, administradora do aeroporto internacional de Guarulhos, maior do país, tem obrigado passageiros a esperarem em longas filas para inspeção de segurança. Sabe por que? Não tinha funcionários para operar os equipamentos de raio-x, principalmente no embarque internacional. Olha só a eficiência", criticou Francisco Lemos, presidente do Sina, durante discurso em caminhão de som.

Segundo o documento do Sina, os maiores aeroportos do país, concedidos à iniciativa privada, são os que mais receberam recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), criado com o objetivo de garantir que os aeroportos deficitários, localizados em regiões de menor demanda, continuem existindo, para que a população possa ser atendida no transporte aéreo.

Desde 2011, foram concedidos pelo regime de concessão os aeroportos de Guarulhos (SP), Viracopos (Campinas-SP), Galeão (RJ), Brasília (DF), São Gonçalo do Amarante (Natal) e Confins (MG) . E neste ano, o governo Temer autorizou a privatização de mais quatro aeroportos: Porto Alegre, Florianópolis, Fortaleza e Salvador. 

Privatizar a toque de caixa
Na "Carta aos Brasileiros", o Sina destaca que é uma irresponsabilidade do governo Temer privatizar a Infraero a toque de caixa, sem fazer estudos aprofundados de impacto, em meio a uma crise institucional política sem precedentes.

“Centenas de políticos estão envolvidos em investigações de corrupção, vários deles ligados à área dos Transportes e ao centro do poder em Brasília. A Infraero conta com 10 mil trabalhadores orgânicos e outros 11 mil terceirizados, e têm todas as condições de existir e continuar servindo à nação se os governantes colocarem acima dos seus interesses pessoais os interesses do povo”, finaliza o documento.

Todo apoio
A Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil da CUT (FENTAC) é contra essa proposta de privatização, que é uma intenção desse governo, e destaca a necessidade de um debate com maior profundidade.

A entidade também manifesta todo apoio à luta da categoria aeroportuária em defesa da Infraero, dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e dos postos de trabalho.