Táxi Aéreo: Audiência no TST entre FENTAC e SNETA termina sem acordo

O ministro Emmanoel Pereira propôs que os Sindicatos dos aeroviários e aeronautas façam assembleias com os trabalhadores para definir um novo percentual de reajuste salarial

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Foi realizada na quarta-feira (22), a audiência de conciliação da Campanha Salarial dos aeronautas e aeroviários no Táxi Aéreo, proposta pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST),  entre a Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil da CUT (FENTAC) e o Sindicato Nacional das Empresas de Táxi Aéreo (SNETA), na sede do Tribunal, em Brasília. A audiência foi mediada pelo vice-presidente do TST, ministro Emmanoel Pereira.

Durante a reunião, não houve consenso para a assinatura da convenção coletiva de 2016, mas os sindicatos e as empresas acataram a sugestão do ministro para a realização de assembleias.

Os aeronautas e aeroviários no Táxi Aéreo reivindicam reajuste salarial de  11% sobre todas as cláusulas econômicas para repor a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), entre dezembro de 2014 e novembro de 2015.

Já as empresas, pretendem reajustar em 10% os pisos e em 3,5% os salários. A sugestão patronal ainda inclui aumento de 7,5% sobre os vales refeição e alimentação, as diárias e o seguro de vida, mas os percentuais não seriam retroativos à data-base dos trabalhadores, que venceu 1º dezembro de 2015.

Para o presidente da FENTAC, Sergio Dias, as empresas estão demonstrando muita intransigência para apresentar uma proposta que contemple os trabalhadores. “Já recuamos a primeira proposta de ganho real, agora os empresários precisam ter a sensibilidade de chegar em um consenso que favoreça as categorias”, salienta Dias.

Assembleias

Os sindicatos vão consultar as bases para saber o percentual mínimo de reajuste aceitável pelos trabalhadores, considerando a possibilidade de negociarem com o SNETA mecanismos de proteção ao emprego ou de restrição à dispensa de trabalhadores. Em contrapartida, as empresas devem avaliar a possibilidade de aumento superior aos 3,5% indicados inicialmente.

Os desdobramentos das consultas devem ser encaminhados ao TST em até 20 dias.