“Temos que dignificar o papel das mulheres. Lutamos pela igualdade", destaca a aeroviária Selma

Sindicalista com mais de 30 anos de carreira, ela é um exemplo de luta

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Selma Balbino é uma importante guerreira na história de lutas da aviação civil. Aeroviária com mais de 30 anos de carreira, ela é Secretária Geral da FENTAC e tesoureira do Sindicato Nacional dos Aeroviários. Em entrevista à Série Mulheres no Transporte, realizada pela CNTTL, Selma falou um pouco sobre a luta no movimento sindical, as conquistas e a importância de dignificar o papel das mulheres na sociedade “Não temos que nos impor como melhores ou piores que os homens, apenas queremos ser iguais”, destaca.  Confira a seguir:

Há quanto tempo você trabalha na aviação? O que te motivou a entrar no movimento Sindical?

Selma Balbino: Estou na aviação há 31 anos. O que me motivou foram às injustiças e o rabo preso que os pelegos do Sindicato Nacional dos Aeroviários, na época, tinham com as empresas. A gente ia ao Sindicato fazer queixa da Varig, quando chegava na empresa, ela já sabia.

Qual a importância das mulheres lutarem pelos seus direitos ?

Selma: A importância é dignificar o papel das mulheres na sociedade. Contribuindo com que temos de consciência social em todos os campos sem nos impormos como melhores ou piores do que os homens apenas iguais nos ideais de conquistar de fraternidade.

Quais foram as principais conquistas, asseguradas na Convenção Coletiva de Trabalho, para as mulheres na sua base?

Selma: As principais conquistas das mulheres na aviação, sem dúvida, foram o aumento da licença-maternidade de quatro para  seis meses e o auxílio creche. No Táxi Aéreo, também conquistamos o direito a uma hora a menos na jornada, que pode ser na entrada, ou a antecipação no fim da jornada para amamentar.

Na base, o seu Sindicato representa quantas trabalhadoras e trabalhadores?

Selma: Representamos hoje 60% das mulheres da aviação, já que somos o maior sindicato de aeroviários no Brasil.

Quais são os desafios da categoria?

Selma:  Eu já fui presidente do Sindicato em mandatos alternados, em uma época que a aviação era completamente diferente. Hoje, sou muito cobrada pela volta de tudo que era bom no passado. Os mais novos de aviação cobram, mas não querem participar da luta, como se o Sindicato tivesse uma vara de condão que é só sacudir e a coisa acontecerá.

Enfim, os desafios são permanentes,mais sou uma pessoa movida a desafios e eles me alimentam de esperança e de mudanças.