FENTAC repudia assassinato covarde de trabalhadores do MST no Paraná

Vilmar Bordim e Leonir Bhorbak foram mortos em uma emboscada e mais 22 companheiros foram feridos pelas costas

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A FENTAC/CUT repudia a ação arbitrária, covarde, violenta e ilegal, da Polícia Militar do governo Beto Richa (PSDB-PR) que emboscou, atirou e matou dois companheiros – Vilmar Bordim e Leonir Bhorbak – do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Outros 22 companheiros ficaram feridos após a ação da PM que, por incrível que pareça, trabalhou em conjunto com seguranças de uma madeireira.

De acordo com o advogado de Quedas do Iguaçu, Claudemir Torrente, “todas as vítimas foram baleados pelas costas. O que deixa claro que estavam fugindo e não em confronto com os policiais”. Logo após o crime, a PM isolou a área por algumas horas impedindo a aproximação de familiares das vítimas, advogados e imprensa. Advogados que estavam no local, denunciaram que policiais removeram os corpos e objetos da cena do crime sem a presença do IML. A mídia fala em confronto. Não foi confronto. Foi massacre. 

A FENTAC e a CUT exigirão uma investigação séria e transparente, feita por órgãos Federais que resultem na punição de todos os responsáveis pelos crimes.

“Assinamos embaixo e estaremos junto do MST nas exigências de que os assassinatos sejam investigados, que os policiais e seguranças sejam presos, que todos os responsáveis, executores e mandantes, sejam punidos; afastamento imediato da PM da região e a retirada da segurança privada contratada pela Araupel; a garantia de segurança e proteção das vidas de todos os trabalhadores acampados do Movimento na região; que todas as áreas griladas pela empresa Araupel sejam destinadas para Reforma Agrária, assentando as famílias acampadas”, alerta a executiva da Central.