Editorial: Enfrentamos o pior Dia do Trabalhador dos últimos anos

FENTAC reflete sobre a atual situação da classe trabalhadora neste momento do país

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Não há o que comemorar neste 1° de maio. É um dos mais tristes, possivelmente o mais triste da história. Segundo números do IBGE, hoje são 14,3 milhões de desempregados no país. O Brasil soma 400 mil mortos pela pandemia.

Não há vacinas para imunizar a população. A segunda dose está em falta em muitas cidades. Não há no horizonte um plano nacional que nos permita enxergar quando sairemos dessa.

Trabalhadores como caixas e motoristas de ônibus não pararam de trabalhar, estão expostos, e morreram em torno de 60% mais durante a pandemia do que antes dela. Assim como essas categorias, os trabalhadores da aviação também não pararam

O trabalhador hoje tem muitas perguntas. Haverá vacina para todos? Quantos irão morrer até que a vacinação aconteça? Quantos passarão fome consequência do desemprego? Fome essa que segundo dados divulgados pela Agência Brasil atingiu 19 milhões de brasileiros até o fim de 2020.

Para a FENTAC, este é um 1° de maio de reafirmação, de estabelecer objetivos e de lutar pelo que a classe trabalhadora precisa. Este é um primeiro de maio de vacina para todos, de auxílio emergencial de R$ 600, um valor digno para os que estão desamparados com o desemprego.

“Nós sabemos os nomes, os culpados por esta crise sem precedentes têm rosto e ocupam os cargos políticos mais altos deste país”, afirma a diretoria da FENTAC. A entidade ainda chama os trabalhadores para uma reflexão, “ o Brasil confiou o seu destino nas mãos do presidente ao elegê-lo, mas vemos que ele abandonou os trabalhadores. Porque não podemos tirá-lo de lá?”